“Margem” é uma canção que levei algum tempo construindo. É do tipo de canção que projeto, imagino o que possa ser com o que quero dizer e depois levo algum tempo escrevendo. Escolhi uma batida clássica de Bossa Nova, com o aro da bateria bem pronunciado, fiz um loop longo desse beat e fiquei anos compondo em cima somente da batida. Nunca peguei o violão ou pensei em qualquer harmonia prévia. No estúdio, quando gravei a voz, depois de todo o arranjo gravado, foi que terminei a letra. Tinha algumas opções para determinadas palavras e na hora da gravação, ouvindo minha própria voz, é que ela foi finalizada.

Não é comum para mim esse tipo de procedimento, ao contrário, considero essa operação de ir para o estúdio com material não pronto muito arriscada, mas como já tinha bastante intimidade com as diversas possibilidades, fui gravando, ouvindo e fazendo as escolhas definitivas, sempre a parte mais árdua do trabalho de composição. Fazer escolhas, o que significa deixar palavras (ou notas) de fora.

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